quarta-feira, 15 de julho de 2015

Chiquinha - 2 anos (1/2)

12 de julho comemoramos a adoção da Chiquinha. Completou 2 anos que somos abençoados com a sua presença. Chiquinha tinha 7 meses aproximadamente quando a encontramos num site de doação, entrei em contato com a protetora Sueli e agendamos uma visita... relatarei em detalhes como foi o processo de adoção da nossa Chiquinha...

2 anos atrás e alguns meses antes, decidimos ter uma cãopanheira. sugeri aos meus pais que adotássemos de algum abrigo/ONG, a princípio senti um pouco de resistência e objeções, especialmente da minha mãe...meu avô sempre cuidou de cães, a maioria de raça, minha tia na época pretendia comprar uma filhota de raça (minha tia respeitava) mas justificava a sua decisão em comprar um cão de raça devido a padrão de comportamento e porte...sugeri a adoção... é possível encontrar cães de raça em abrigos, Ongs, mas geralmente são adultos e idosos e ela queria uma filhota... desistiu da compra devido a baby (minha tia engravidou novamente) e seu marido era contra ter um cão com um bebê recém nascido em casa (receava que o bebê pudesse nascer especial devido o contato com o animal...ele tem um filho especial de um outro relacionamento e culpa o animal de estimação)...

...apesar das minhas inúmeras tentativas de convence-los: em adotar (minha tia) e de inocentar o animal referente ao nascimento do filho especial do marido da minha tia foram ineficazes, ambos estavam convictos, infelizmente... (todavia, atualmente mudaram um pouco esse pensamento).

...assim minha mãe estava exposta a esses comentários e com isso teve a princípio uma pequena resistência...mas isso mudou...

... antes de prosseguir considero importante ressaltar alguns pontos: não há implicações para adoção de um pet mesmo tendo um bebê recém nascido, exceto se não poderá dar atenção e cuidados ao pet e tampouco justifica o abandono (seja por doação ou meios desumanos de jogá-lo na rua, etc) desses peludos com o nascimento de um bebê. Todavia, considero a primeira opção (doar pra alguém) melhor do que destratar o animal ou descartá-lo na rua, por isso ressalto, precisa ter responsabilidade, é uma vida, possui sentimentos, precisa de cuidados, filhotes crescem e um dia serão idosos e irão precisar ainda mais do seu apoio, paciência, atenção e cuidados.

E se possível, adote um cãozinho/gatinho, adulto, idoso, vira lata ou especial, muitos ficam anos em abrigos esperando por um dono, muitas vezes morrem sem conhecer o amor e uma família.

A Luisa Mell deu a luz ha pouco tempo, seu "babyboy" tem 5 meses, durante sua gestação e após o nascimento do seu filho, em sua page no facebook, site/blog há várias postagens sobre "Não abandone seu peludo quando o bebê chegar" e outros sobre dicas, resgates entre outros, ela já faz esse trabalho há algum tempo e recentemente o Instituto Luisa Mell. 
aqui algumas publicações:

...voltando... minha mãe mudou o pensamento quando conheceu a Princesa... ainda estávamos procurando em sites de doação mas uma noite meu pai trouxe a Princesa, de surpresa não nos ligou para comentar... a Princesa (nome que minha mãe colocou) uma mestiça de Dachshund com aproximadamente 4 meses... como toda filhota, carente (latia muito pedindo atenção para brincar) mas muito obediente... meu pai nos contou que uma senhora (esta mora próximo ao trabalho do meu pai) comentou que a dona da "Princesa" queria doá-la... justificou que havia pouco espaço... o meu pai quis conhece-la e se encantou pela cachorrinha e nos trouxe no mesmo dia... 

...2 dias depois soubemos que a dona estava arrependida e chorava muito com saudade da "Princesa"... assim a devolvemos... passados alguns dias minha mãe ligou perguntando da Princesa, se a dona desistisse novamente nós queríamos adotá-la mas segundo a senhora a dona não pretendia mais doa-la... ... minha mãe ficou arrasada, já havia criado um vínculo muito forte com a Princesa... confesso que por um momento me arrependi por insistir em devolvê-la... pensei que minha mãe iria adoecer... a princípio ela ficou triste com a despedida (logicamente algo esperado) mas após alguns dias começou a chorar constantemente... me assustei muito, minha mãe é uma mulher forte... me senti culpada... foi a melhor decisão devolve-la para a dona?! ela cometeu um erro, se arrependeu, merecia uma segunda chance?!... foi o que eu pensei, espero ter sido a melhor decisão.

passou mais alguns dias, e convenci a minha mãe a voltarmos a procurar (antes havia perdido o interesse queria somente a Princesa, não queria saber de outros)... mas voltou a procurar com uma condição... teria que ser o mais parecido possível com a Princesa... foi assim que ela encontrou Chiquinha, na época era a mais parecida e só um pouco mais velha (7 meses, ainda filhotona)...

uma das fotos de Chiquinha (que minha mãe viu no site de doações)

...contarei na próxima postagem: o contato com a protetora, o encontro com Chiquinha e o processo de adaptação e como Chiquinha está atualmente...

... mas o que tiramos de bom na adoção frustrada da Princesa? minha mãe conscientizou-se que padrões de raça não são relevantes, mas sim o amor, o vínculo de amizade e lealdade... ela diz: "Antes eu não conhecia, depois que vi e senti, percebi que estava errada."
e a primeira dona da Princesa arrependeu-se e passou a dar o devido valor...

... não sabemos como está a Princesa, espero que esteja bem, vez ou outra o meu pai conversa com essa senhora, mas não pergunta sobre a Princesa, resolvemos nos distanciar e não incomodá-los, acredito que se tivesse algum problema ela mencionaria, inclusive, essa semana, perguntou ao meu pai se queria adotar um pinscher macho com 4 meses. Com duas em casa, porte P e M, recusamos. todavia, por ser um cão de raça e filhote certamente encontrará adotante, tomara que o próximo dono seja uma pessoa responsável. Essa senhora tem vários cachorros e na rua onde mora é famosa por resgatar animais da rua e doados (raça ou vira lata) cuidar e procurar adotantes.

2 comentários:

  1. Jéssica estou adorando a história ! Poxa, que pensamento vergonhoso do marido de sua tia né ? nem dá pra acreditar ! E que bom que sua mãe mudou de idéia, que bom ! ^^ Bjo

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    1. que bom Rose sua linda. sim, infelizmente. talvez por ignorância, descrença (não acredita na veracidade dessas informações) ou ainda não conseguir lidar com o fato de ter um filho especial e com isso procurar culpados, mesmo sendo inocentes. sim, quando ela sentiu na pele (e em seu coração) percebeu o que realmente é importante.

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